Há duas maneiras de olhar para si mesmo. Uma é pequena, reducionista, escravizante e egoísta. A outra é grande, libertadora, transcendental, humana ... É, mais uma vez chego a conclusão de que nos enxergar como humanos que somos nos liberta! Nos liberta para além de nossa mediocridade nos colocando em contato com o outro, os outros. Há pessoas que vivem isoladas e infelizes em gaiolas construídas por si mesmas, e que jamais encontraram alguém, muito menos a si mesmas, Jamais tocaram e foram tocadas, vivem na mais fria escuridão... Eu tive um sonho, e nele eu era liberta desta forma de existir e sentir. No sonho eu estava ao lado de um irmão, mas não conseguia perceber que ele tinha fome. Então, outra irmã surgia e o alimentava. Por meio deste gesto fui confrontada com meu egoísmo e chorei ao perceber o quão cega eu estava. Nós somos humanos por meio de outros humanos.
Seja Bem Vindo ao Blog Transgredindo a Ordem!!!
Este espaço foi criado porque sou um ser social e não há sentido na expressão que não é compartilhada para agraciar as pessoas seja pela identificação, seja pela orientação, pela inspiração ou pela contemplação.
Sou uma pessoa que escreve porque sente antes mesmo de pensar, e através da escrita procura elaborar suas experiências humanas com toda intensidade que ser humano exige... Sentir, dar-me conta do que sinto e expressar por si só é bem mais do que apenas sobreviver!!!
Sou uma pessoa que escreve porque sente antes mesmo de pensar, e através da escrita procura elaborar suas experiências humanas com toda intensidade que ser humano exige... Sentir, dar-me conta do que sinto e expressar por si só é bem mais do que apenas sobreviver!!!
domingo, 19 de julho de 2015
Você sabe o que significa UBUNTU??
“O UBUNTU não significa que uma pessoa não se preocupe com o seu progresso pessoal. A questão é: o meu progresso pessoal está a serviço do progresso de minha comunidade? Isso é o mais importante na vida. E se uma pessoa conseguir viver assim terá atingido algo muito importante e admirável” Nelson Mandela
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Pensando em 2014 II
Os anos passam,
E ela continua naquela vidinha.
Apesar das aparências, tudo continua no mesmo lugar.
“Todo o dia ela faz tudo sempre igual...” é o seu lema.
Como é confortável e seguro ser previsível...
Mas no subterrâneo onde nossas verdades gritam,
Posso imaginar a violência com a qual sua alma se agita.
Porque eu sei o quanto arde em seu peito o desejo de voar e sentir o sol em seu rosto,
Em seu corpo, em suas asas...
Pois é, ela possui asas.
Deformadas pela atrofia, mas são asas.
Estão amarradas, assim como seus pés, pernas, mãos, braços,
Corpo, pensamentos, inclusive aquelas emoções desencadeadoras de mudanças.
Tudo está amarrado, paralisado, imobilizado!
E os anos tem passado furiosos,
Cronos vai nos devorando lentamente,
Transformando-nos em algo melhor ou pior
Os seus movimentos são pífios, eu apenas a vejo caminhando em pequenos círculos,
Passando pelas mesmas fórmulas, usando as mesmas estratégias,
Os mesmos gestos, mudando talvez algumas palavras...
Os cenários tem mudado, mas tudo continua no mesmo lugar.
E ela prefere que seja assim.
Angustiante, temível é o novo, o imprevisível, o impensado, o incontrolável,
É isso que ela não pode suportar,
E então a cada dia ela oferece seu corpo como sacrifício vivo...
Assim como no passado se ofereciam virgens para acalmar os deuses e impedir que alguma praga ou desgraça acometesse um povoado.
Sua energia vital tem sido usada para preservar tudo no mesmo lugar, em vez de servir ao propósito de destruição e produção do caos.
Eu assisto a tudo isso e não sou indiferente, muito embora eu quisesse ser.
Ainda conservo minha esperança, mas agora percebo com mais clareza que as pessoas não mudam como acho ou como gostaria que mudassem,
E assim mesmo com profunda tristeza tenho que respeitá-las.
Pensando em 2014 II
Os anos passam,
E ela continua naquela vidinha.
Apesar das aparências, tudo continua no mesmo lugar.
“Todo o dia ela faz tudo sempre igual...” é o seu lema.
Como é confortável e seguro ser previsível...
Mas no subterrâneo onde nossas verdades gritam,
Posso imaginar a violência com a qual sua alma se agita.
Porque eu sei o quanto arde em seu peito o desejo de voar e sentir o sol em seu rosto,
Em seu corpo, em suas asas...
Pois é, ela possui asas.
Deformadas pela atrofia, mas são asas.
Estão amarradas, assim como seus pés, pernas, mãos, braços,
Corpo, pensamentos, inclusive aquelas emoções desencadeadoras de mudanças.
Tudo está amarrado, paralisado, imobilizado!
E os anos tem passado furiosos,
Cronos vai nos devorando lentamente,
Transformando-nos em algo melhor ou pior
Os seus movimentos são pífios, eu apenas a vejo caminhando em pequenos círculos,
Passando pelas mesmas fórmulas, usando as mesmas estratégias,
Os mesmos gestos, mudando talvez algumas palavras...
Os cenários tem mudado, mas tudo continua no mesmo lugar.
E ela prefere que seja assim.
Angustiante, temível é o novo, o imprevisível, o impensado, o incontrolável,
É isso que ela não pode suportar,
E então a cada dia ela oferece seu corpo como sacrifício vivo...
Assim como no passado se ofereciam virgens para acalmar os deuses e impedir que alguma praga ou desgraça acometesse um povoado.
Sua energia vital tem sido usada para preservar tudo no mesmo lugar, em vez de servir ao propósito de destruição e produção do caos.
Eu assisto a tudo isso e não sou indiferente, muito embora eu quisesse ser.
Ainda conservo minha esperança, mas agora percebo com mais clareza que as pessoas não mudam como acho ou como gostaria que mudassem,
E assim mesmo com profunda tristeza tenho que respeitá-las.
Pensando em 2014
Quando você pensar, de onde ela tirou isso, a quem ela descreve?
Lembre-se: estou descrevendo a mim mesma,
Aquela parte de mim que vejo nas outras pessoas.
Minha visão é tão míope que às vezes, não enxergo nada além de mim mesma nos outros...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Eis o que vejo...
Eis o que vejo:
Eu vejo um rio,
Uma canoa se move sobre ele.
Me vejo dentro da canoa,
E a correnteza me levando pra longe de tudo que conheço,
Me aproximando de um mundo que desconheço,
Sinto medo,
Meu coração aperta e geme,
Então eu choro, um choro profundo e comprido que parece mais alívio do que dor.
Ainda chorando me ponho de pé e resignada aceito meu destino.
Porque na vida para não há chegadas antes das despedidas.
Eis o que vejo:
Eu vejo um rio,
Uma canoa, sem mapa, nem destino.
Apenas um rio e um grande projeto de travessia.
Meu peito se angustia e pergunta: Onde? Quando? Porquê? Como?
Mas as respostas não vem, só as perguntas...
Talvez este seja o propósito de toda existência.
Eis o que vejo:
Eu vejo um rio,
E do outro lado vejo aqueles que se foram
Vejo aqueles cujo rio delas me separou
Produzindo em mim um corte, uma ferida, uma ruptura,
Que hoje já cicatrizou...
Não se pode controlar o rio,
Os caminhos feitos pela canoa não são para serem entendidos com a mente,
Apenas vividos com o coração e por ele elaborados,
E enfim, quando conseguimos faze-lo,
Não existem obstáculos que nos impeçam de viver uma etapa superior em nossa jornada.
Eis o que vejo!
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Ah se eu pudesse voltar ao passado...
Há poucos dias atrás assistia com um amigo um filme que falava sobre voltar no tempo, foi inevitável não pensar sobre o tema...
A arte por meio do cinema brinca com este desejo que existe em casa um de nós de querer consertar detalhes de nossa história, ou talvez toda ela e suas mazelas através das tão celebradas viagens no tempo.
Porque quem não gostaria de voltar no tempo e ter sabedoria para fazer a melhor escolha e não aquela ruim que trouxe conseqüências tão desastrosas para a vida?
Quem não gostaria de voltar no tempo e aproveitar aquela oportunidade que deixou para trás da qual se lamenta até hoje?
Quem não gostaria de voltar no tempo para ter a certeza de que faria tudo diferente do que já fez ?
Somos seduzidos pela de ideia de refazer as escolhas de ontem com a cabeça e o conhecimento de hoje. É bonita a coisa, mas não passa de fantasia, ilusão, pois sabemos que na prática não existem viagens no tempo.
Porém ainda resta uma pergunta, o que fazer então com aqueles incomodos aspectos do passado que ainda fazem com que tenhamos vontade de voltar lá trás e por um remendo em nossa história?
Podemos mudar nosso passado, mesmo ele já tendo passado?
Eu acredito que sim. Não podemos mudar os fatos, mas a sua perspectiva, ou seja, a visão que temos destes fatos e o posicionamento diante destes.
Estes aspectos do passado que nos incomodam se apresentam diante de nós todos os dias, mesmo que deles não tenhamos consciência. Penso também que eles se apresentam também de forma mais intensa de tempos em tempos, ou seja, é aquela velha situação, o mesmo impasse que foi vivido lá atrás, só que com uma outra roupagem, num outro contexto, com outros personagens. O que tem de igual são as emoções que a experiência nos suscita, alguns ficam possuídos por uma raiva incontrolável, outros ficam paralisados de medo, outros se sentem profundamente incompreendidos, ainda outros travam e não conseguem prosseguir com suas vidas para um outro estágio.
Gosto de pensar que a vida não é linear, que ela é feita de ciclos, por isso, acredito que de tempos em tempos, todos nós temos a oportunidade de consertar as coisas. Porque o que não conseguimos fazer no passado, ou o que fizemos mal vai se apresentar diante de nós mais uma vez até termos aprendido, ou não. Essa é a nossa possível volta ao passado e nossa chance real de atualização pessoal. Pena que poucos sejam sensíveis para perceber estes pequeninos e estreitos portais do tempo que nos levam de volta ao passado, àquela página que julgamos mal escrita e que por isso queremos tanto mudar.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Mudanças: Que teminha complicado!!
Mesmo quando desfruto das minhas conquistas,
E vivo meus bons momentos,
Lá no íntimo tenho a consciência de que o trabalho nunca termina...
Depois das etapas vencidas e concluídas, sempre aparece um novo desafio.
Ás vezes são apenas detalhes a ser aperfeiçoados, todavia, ainda assim estes implicam mudanças.
Estas podem nem ser grandes, porque acredito que são nas pequenas mudanças que moram os maiores impactos.
Mudar em alguns momentos significa resgatar elementos essenciais que estão perdidos ou presos em nossos emaranhados
Mudar nem sempre é fácil, aliás, na maioria das vezes é muito complicado, por várias questões, sejam elas os hábitos arraigados durante anos, tradições familiares, rigidez pessoal, entre outros.
Mudar por menor que seja o movimento exige muito trabalho, que nem sempre estamos dispostos a realizar. Acho que este é um dos motivos pelos quais vejo muitas pessoas morrerem em vida, elas não mudam ao longo dos dias, dos anos, e tornam-se endurecidas, adoecidas, perdendo sua conexão consigo mesmas, com os outros e com o sagrado.
A insatisfação com um determinado estilo de vida, ou com nossas relações pode ser uma aliada para detonar dentro da gente um processo de mudança. O problema acontece quando não sabemos lidar com nossa insatisfação derramando-a em cima de quem nada pode fazer por ela e por nós.
Um outro problema que diz respeito às nossas mudanças é quando queremos fazê-las indiretamente, ou seja, desejamos “mudar” mudando os outros e deixando intactos aqueles aspectos particulares que já passaram do ponto.
Toda mudança é incomoda, dolorida, pois sempre está associada às perdas... Perdas de um paradigma, de modo de ser, perda de uma expectativa, perda de uma relação, perda de uma pessoa, perda de partes de mim mesmo... Ninguém é indiferente às perdas, ninguém gosta de perder. Uns se recuperam mais rápido, outros mais devagar, mas perder é sempre abrir um buraco no peito ou em qualquer outro lugar do corpo e expor um vazio, uma lacuna, uma brecha, um espaço que nem sempre pode ser preenchido e que inevitavelmente exigirá nossa atenção... Uns lidam bem com isso, outros mal e esta é a vida.
É por tudo isso que mudar é um movimento angustiante, e que dependendo do contexto este processo pode tornar-se bastante dramático, mas que ainda assim torna-se necessário para quem quiser continuar a viver, principalmente viver bem.
Ainda que imprevistas ou inevitáveis nas mudanças sempre residem uma escolha:
Acolhe-la ou rejeita-la?
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