Seja Bem Vindo ao Blog Transgredindo a Ordem!!!
Este espaço foi criado porque sou um ser social e não há sentido na expressão que não é compartilhada para agraciar as pessoas seja pela identificação, seja pela orientação, pela inspiração ou pela contemplação.
Sou uma pessoa que escreve porque sente antes mesmo de pensar, e através da escrita procura elaborar suas experiências humanas com toda intensidade que ser humano exige... Sentir, dar-me conta do que sinto e expressar por si só é bem mais do que apenas sobreviver!!!
Sou uma pessoa que escreve porque sente antes mesmo de pensar, e através da escrita procura elaborar suas experiências humanas com toda intensidade que ser humano exige... Sentir, dar-me conta do que sinto e expressar por si só é bem mais do que apenas sobreviver!!!
domingo, 10 de julho de 2016
Sobre Transgredir a ordem
TRANSGREDIR... Substantivo FEMININO!
Transgride quem é rebelde,
Quem não se enquadra,
Transgredir na comunidade onde fui criada tem um quê de negativo...
É o pecado, o desvio, o erro, tudo o que não é aconselhado...
Para muitos assim como eu, transgredir é a única via para uma existência repleta de significados, mas quando se atravessa esta via, o que aparece de imediato não é o prazer e a alegria advindos de ter feito uma escolha importante, única, inovadora ou diferente das demais, o que chega é uma dor profunda, ou uma dor latejante, é a culpa, entre outros sentimentos desagradáveis, porque a via chamada TRANSGRESSÃO nos leva para cada vez mais longe dos lugares que conhecemos.
Transgredir dá medo, na verdade apavora, mas é necessário para atingirmos nossa potência de vida!
Eu sou uma garota, sou uma mulher muito brigona...
Consequentemente transgressora!
Demorei a descobrir, a entender e a aceitar que eu era assim!!
Transgredir não tem outro sentido que não seja positivo para mim. Tive que transgredir para forjar a mulher que sou e para conquistar as pessoas, os espaços e as possibilidades que hoje tenho...
Que para alguns pode não ser nada, mas foi o que EU conquistei, e dei muito duro para isso!!
E briguei muito...
Nem sempre quero brigar, na maioria das vezes não quero brigar, acho que as coisas deveriam ser mais fáceis, menos penosas, menos duras, menos desgastantes...
Mas transgredir se torna urgente, transgredir se torna necessário, e aí eu vou lá e brigo!
E venço!
Parece fácil, mas não é... Principalmente quando sua luta assume um caráter íntimo...
Quando tem que se lutar com quem está ao seu lado,
Quando tem que se lutar com o que está dentro de você.
Quando se tem que destruir aqueles conceitos essenciais que sustentam sua cosmovisão,
ou se desfazer de modos operacionais que funcionaram a tanto tempo e que já não bastam mais
Ou ainda dizer adeus àquela muleta preciosa e valiosa que por tanto tempo te acompanhou...
Vejo que há pessoas assim como eu, que tem medo, que se apavoram diante de sua própria força...
Mas aí a TRANGRESSÃO nos coloca diante de nós mesmos e de nosso destino e de todo o nosso potencial!
Já não dá mais para voltar atrás
E a vida se torna uma transgressão após a outra...
Viva a vida! Viva a transgressão!
Parabéns para mim!
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Reflexões de uma mulher negra ao completar 30 anos
Chego aos 30 anos como uma pessoa que tem consciência de si mesma e que está começando a ter consciência dos outros e do mundo.
Ter consciência dos outros e do mundo é muito doloroso, mas necessário se quiser ter uma existência que valha a pena.
Diante da dor da consciência que nos força a nos posicionarmos diante de nós mesmos e do mundo, a ignorância pode parecer uma benção. Na verdade tal ignorância revela nosso estado de imaturidade o nosso despreparo para a vida.
Viver é escolher.
Viver é escolher?
Fazemos escolhas minuto após minuto,
Às vezes não temos condições de fazermos as melhores escolhas,
Em outras vezes, mesmos com as melhores escolhas algumas boas e desejáveis portas estarão temporária ou definitivamente fechadas,
E em outras muitas vezes não fazemos as melhores escolhas porque nos foram impostas as piores, e por não conseguirmos superar tais adversidades, não conseguimos fazer diferente do imposto.
Viver é escolher, e penso que a vida pode ser divida em duas fases: a fase em que vivemos sob o domínio das escolhas que outros fazem por nós e a fase em que fazemos nossas próprias escolhas.
Eu não escolhi nascer, não escolhi nascer onde nasci, na família em que nasci ,no momento em que nasci... Foram escolhas que fizeram por mim. Também não escolhi minhas primeiras escolas, nem a igreja que frequentei na infância... Também fizeram tudo por mim... Não sei nem dizer que escolhi minha profissão, meu marido, meus amigos, pois hoje, vejo em minhas escolhas profissionais, conjugais e até a eleição dos amigos, a poderosa influência da família, da classe social, da cultura, da religião, enfim, da sociedade como um todo. Afinal de contas, o que são escolhas? Será que somos realmente capazes de escolher por conta própria? O que é a subjetividade senão um elemento sócio-histórico e cultural? Minhas escolhas são fruto do meu tempo. Logo, eu sou fruto do meu tempo. Para me entender, há de se entender as questões do meu tempo!
Ainda assim, acredito que mesmo influenciados pelo tempo a liberdade existe, podemos sim escrever e liderar nossa própria história, mas só à medida que tomamos consciência dos nossos limites, isto é, do que realmente somos e do que podemos ou não fazer...
Aos 30 anos, sou uma mulher negra e pobre. Amo ser mulher, mas a cor da minha pele é um estigma que carrego no meu corpo e que também faz marcas indeléveis na minha alma, este fato aliado a outro que é ser pobre torna a minha vida muito difícil. Meus pais são pessoas muito inteligentes. Devo a eles muito da minha capacidade de sonhar e pensar, porém, lamento que suas vidas fossem limitadas por questões que em muitas vezes estão fora do nosso alcance. Eles não foram muito longe porque são negros e pobres no Brasil. Suas famílias não pensavam em nada mais além do que sobrevivência. Só a sobrevivência existia no horizonte destas famílias porque não lhes era permitido sonhar com mais do que isso. A realidade era tão dura e seca que o desejo não podia germinar em terra imprópria para o cultivo. Eu sonho com mais do que isso, não quero que a necessidade de sobrevivência determine as minhas escolhas... Eu tenho grandes sonhos, mas a sobrevivência ainda é um peso para mim. Ela é um peso que me impede de voar em alguns momentos. Ela me traz pro chão, me põe freios e não me deixa seguir adiante... Nada disso é justo! Há momentos em que me submeto passivamente como se entregasse os pontos, em outros eu consigo transcender esta realidade. E esta é a luta da minha vida.
Não creio que Deus criou ou que de alguma forma favoreceu estas condições históricas lamentáveis que permeiam minha existência e de tantos outros e outras aqui no Brasil e no mundo; Não acredito que Deus colocou uns para mandar e outros para obedecer, muito menos uns para oprimir e outros para serem oprimidos. Acredito muito nos princípios de liberdade, autonomia e responsabilidade que Deus deu aos homens. Gosto de pensar num Deus que gosta de justiça, igualdade e que gosta daquilo que a maioria não dá o mínimo valor e fazer destas coisas instrumentos para revolucionar a existência alheia.
Este é o retrato que pinto de mim mesma aos 30 anos.
Paula 12.07.2007
domingo, 19 de julho de 2015
Você sabe o que significa UBUNTU??
“O UBUNTU não significa que uma pessoa não se preocupe com o seu progresso pessoal. A questão é: o meu progresso pessoal está a serviço do progresso de minha comunidade? Isso é o mais importante na vida. E se uma pessoa conseguir viver assim terá atingido algo muito importante e admirável” Nelson Mandela
Há duas maneiras de olhar para si mesmo. Uma é pequena, reducionista, escravizante e egoísta. A outra é grande, libertadora, transcendental, humana ... É, mais uma vez chego a conclusão de que nos enxergar como humanos que somos nos liberta! Nos liberta para além de nossa mediocridade nos colocando em contato com o outro, os outros. Há pessoas que vivem isoladas e infelizes em gaiolas construídas por si mesmas, e que jamais encontraram alguém, muito menos a si mesmas, Jamais tocaram e foram tocadas, vivem na mais fria escuridão... Eu tive um sonho, e nele eu era liberta desta forma de existir e sentir. No sonho eu estava ao lado de um irmão, mas não conseguia perceber que ele tinha fome. Então, outra irmã surgia e o alimentava. Por meio deste gesto fui confrontada com meu egoísmo e chorei ao perceber o quão cega eu estava. Nós somos humanos por meio de outros humanos.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Pensando em 2014 II
Os anos passam,
E ela continua naquela vidinha.
Apesar das aparências, tudo continua no mesmo lugar.
“Todo o dia ela faz tudo sempre igual...” é o seu lema.
Como é confortável e seguro ser previsível...
Mas no subterrâneo onde nossas verdades gritam,
Posso imaginar a violência com a qual sua alma se agita.
Porque eu sei o quanto arde em seu peito o desejo de voar e sentir o sol em seu rosto,
Em seu corpo, em suas asas...
Pois é, ela possui asas.
Deformadas pela atrofia, mas são asas.
Estão amarradas, assim como seus pés, pernas, mãos, braços,
Corpo, pensamentos, inclusive aquelas emoções desencadeadoras de mudanças.
Tudo está amarrado, paralisado, imobilizado!
E os anos tem passado furiosos,
Cronos vai nos devorando lentamente,
Transformando-nos em algo melhor ou pior
Os seus movimentos são pífios, eu apenas a vejo caminhando em pequenos círculos,
Passando pelas mesmas fórmulas, usando as mesmas estratégias,
Os mesmos gestos, mudando talvez algumas palavras...
Os cenários tem mudado, mas tudo continua no mesmo lugar.
E ela prefere que seja assim.
Angustiante, temível é o novo, o imprevisível, o impensado, o incontrolável,
É isso que ela não pode suportar,
E então a cada dia ela oferece seu corpo como sacrifício vivo...
Assim como no passado se ofereciam virgens para acalmar os deuses e impedir que alguma praga ou desgraça acometesse um povoado.
Sua energia vital tem sido usada para preservar tudo no mesmo lugar, em vez de servir ao propósito de destruição e produção do caos.
Eu assisto a tudo isso e não sou indiferente, muito embora eu quisesse ser.
Ainda conservo minha esperança, mas agora percebo com mais clareza que as pessoas não mudam como acho ou como gostaria que mudassem,
E assim mesmo com profunda tristeza tenho que respeitá-las.
Pensando em 2014 II
Os anos passam,
E ela continua naquela vidinha.
Apesar das aparências, tudo continua no mesmo lugar.
“Todo o dia ela faz tudo sempre igual...” é o seu lema.
Como é confortável e seguro ser previsível...
Mas no subterrâneo onde nossas verdades gritam,
Posso imaginar a violência com a qual sua alma se agita.
Porque eu sei o quanto arde em seu peito o desejo de voar e sentir o sol em seu rosto,
Em seu corpo, em suas asas...
Pois é, ela possui asas.
Deformadas pela atrofia, mas são asas.
Estão amarradas, assim como seus pés, pernas, mãos, braços,
Corpo, pensamentos, inclusive aquelas emoções desencadeadoras de mudanças.
Tudo está amarrado, paralisado, imobilizado!
E os anos tem passado furiosos,
Cronos vai nos devorando lentamente,
Transformando-nos em algo melhor ou pior
Os seus movimentos são pífios, eu apenas a vejo caminhando em pequenos círculos,
Passando pelas mesmas fórmulas, usando as mesmas estratégias,
Os mesmos gestos, mudando talvez algumas palavras...
Os cenários tem mudado, mas tudo continua no mesmo lugar.
E ela prefere que seja assim.
Angustiante, temível é o novo, o imprevisível, o impensado, o incontrolável,
É isso que ela não pode suportar,
E então a cada dia ela oferece seu corpo como sacrifício vivo...
Assim como no passado se ofereciam virgens para acalmar os deuses e impedir que alguma praga ou desgraça acometesse um povoado.
Sua energia vital tem sido usada para preservar tudo no mesmo lugar, em vez de servir ao propósito de destruição e produção do caos.
Eu assisto a tudo isso e não sou indiferente, muito embora eu quisesse ser.
Ainda conservo minha esperança, mas agora percebo com mais clareza que as pessoas não mudam como acho ou como gostaria que mudassem,
E assim mesmo com profunda tristeza tenho que respeitá-las.
Pensando em 2014
Quando você pensar, de onde ela tirou isso, a quem ela descreve?
Lembre-se: estou descrevendo a mim mesma,
Aquela parte de mim que vejo nas outras pessoas.
Minha visão é tão míope que às vezes, não enxergo nada além de mim mesma nos outros...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Eis o que vejo...
Eis o que vejo:
Eu vejo um rio,
Uma canoa se move sobre ele.
Me vejo dentro da canoa,
E a correnteza me levando pra longe de tudo que conheço,
Me aproximando de um mundo que desconheço,
Sinto medo,
Meu coração aperta e geme,
Então eu choro, um choro profundo e comprido que parece mais alívio do que dor.
Ainda chorando me ponho de pé e resignada aceito meu destino.
Porque na vida para não há chegadas antes das despedidas.
Eis o que vejo:
Eu vejo um rio,
Uma canoa, sem mapa, nem destino.
Apenas um rio e um grande projeto de travessia.
Meu peito se angustia e pergunta: Onde? Quando? Porquê? Como?
Mas as respostas não vem, só as perguntas...
Talvez este seja o propósito de toda existência.
Eis o que vejo:
Eu vejo um rio,
E do outro lado vejo aqueles que se foram
Vejo aqueles cujo rio delas me separou
Produzindo em mim um corte, uma ferida, uma ruptura,
Que hoje já cicatrizou...
Não se pode controlar o rio,
Os caminhos feitos pela canoa não são para serem entendidos com a mente,
Apenas vividos com o coração e por ele elaborados,
E enfim, quando conseguimos faze-lo,
Não existem obstáculos que nos impeçam de viver uma etapa superior em nossa jornada.
Eis o que vejo!
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Ah se eu pudesse voltar ao passado...
Há poucos dias atrás assistia com um amigo um filme que falava sobre voltar no tempo, foi inevitável não pensar sobre o tema...
A arte por meio do cinema brinca com este desejo que existe em casa um de nós de querer consertar detalhes de nossa história, ou talvez toda ela e suas mazelas através das tão celebradas viagens no tempo.
Porque quem não gostaria de voltar no tempo e ter sabedoria para fazer a melhor escolha e não aquela ruim que trouxe conseqüências tão desastrosas para a vida?
Quem não gostaria de voltar no tempo e aproveitar aquela oportunidade que deixou para trás da qual se lamenta até hoje?
Quem não gostaria de voltar no tempo para ter a certeza de que faria tudo diferente do que já fez ?
Somos seduzidos pela de ideia de refazer as escolhas de ontem com a cabeça e o conhecimento de hoje. É bonita a coisa, mas não passa de fantasia, ilusão, pois sabemos que na prática não existem viagens no tempo.
Porém ainda resta uma pergunta, o que fazer então com aqueles incomodos aspectos do passado que ainda fazem com que tenhamos vontade de voltar lá trás e por um remendo em nossa história?
Podemos mudar nosso passado, mesmo ele já tendo passado?
Eu acredito que sim. Não podemos mudar os fatos, mas a sua perspectiva, ou seja, a visão que temos destes fatos e o posicionamento diante destes.
Estes aspectos do passado que nos incomodam se apresentam diante de nós todos os dias, mesmo que deles não tenhamos consciência. Penso também que eles se apresentam também de forma mais intensa de tempos em tempos, ou seja, é aquela velha situação, o mesmo impasse que foi vivido lá atrás, só que com uma outra roupagem, num outro contexto, com outros personagens. O que tem de igual são as emoções que a experiência nos suscita, alguns ficam possuídos por uma raiva incontrolável, outros ficam paralisados de medo, outros se sentem profundamente incompreendidos, ainda outros travam e não conseguem prosseguir com suas vidas para um outro estágio.
Gosto de pensar que a vida não é linear, que ela é feita de ciclos, por isso, acredito que de tempos em tempos, todos nós temos a oportunidade de consertar as coisas. Porque o que não conseguimos fazer no passado, ou o que fizemos mal vai se apresentar diante de nós mais uma vez até termos aprendido, ou não. Essa é a nossa possível volta ao passado e nossa chance real de atualização pessoal. Pena que poucos sejam sensíveis para perceber estes pequeninos e estreitos portais do tempo que nos levam de volta ao passado, àquela página que julgamos mal escrita e que por isso queremos tanto mudar.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Mudanças: Que teminha complicado!!
Mesmo quando desfruto das minhas conquistas,
E vivo meus bons momentos,
Lá no íntimo tenho a consciência de que o trabalho nunca termina...
Depois das etapas vencidas e concluídas, sempre aparece um novo desafio.
Ás vezes são apenas detalhes a ser aperfeiçoados, todavia, ainda assim estes implicam mudanças.
Estas podem nem ser grandes, porque acredito que são nas pequenas mudanças que moram os maiores impactos.
Mudar em alguns momentos significa resgatar elementos essenciais que estão perdidos ou presos em nossos emaranhados
Mudar nem sempre é fácil, aliás, na maioria das vezes é muito complicado, por várias questões, sejam elas os hábitos arraigados durante anos, tradições familiares, rigidez pessoal, entre outros.
Mudar por menor que seja o movimento exige muito trabalho, que nem sempre estamos dispostos a realizar. Acho que este é um dos motivos pelos quais vejo muitas pessoas morrerem em vida, elas não mudam ao longo dos dias, dos anos, e tornam-se endurecidas, adoecidas, perdendo sua conexão consigo mesmas, com os outros e com o sagrado.
A insatisfação com um determinado estilo de vida, ou com nossas relações pode ser uma aliada para detonar dentro da gente um processo de mudança. O problema acontece quando não sabemos lidar com nossa insatisfação derramando-a em cima de quem nada pode fazer por ela e por nós.
Um outro problema que diz respeito às nossas mudanças é quando queremos fazê-las indiretamente, ou seja, desejamos “mudar” mudando os outros e deixando intactos aqueles aspectos particulares que já passaram do ponto.
Toda mudança é incomoda, dolorida, pois sempre está associada às perdas... Perdas de um paradigma, de modo de ser, perda de uma expectativa, perda de uma relação, perda de uma pessoa, perda de partes de mim mesmo... Ninguém é indiferente às perdas, ninguém gosta de perder. Uns se recuperam mais rápido, outros mais devagar, mas perder é sempre abrir um buraco no peito ou em qualquer outro lugar do corpo e expor um vazio, uma lacuna, uma brecha, um espaço que nem sempre pode ser preenchido e que inevitavelmente exigirá nossa atenção... Uns lidam bem com isso, outros mal e esta é a vida.
É por tudo isso que mudar é um movimento angustiante, e que dependendo do contexto este processo pode tornar-se bastante dramático, mas que ainda assim torna-se necessário para quem quiser continuar a viver, principalmente viver bem.
Ainda que imprevistas ou inevitáveis nas mudanças sempre residem uma escolha:
Acolhe-la ou rejeita-la?
sábado, 3 de março de 2012
Enfim, a liberdade deixou de ser um desejo...
Não sinto mais minha vida como um fardo,
Nem percebo minha existência como um castigo,
Isso faz toda a diferença no que diz respeito à felicidade.
Ando inebriada por poder distinguir todos os tons de azul do céu e do mar,
E por poder achar graça na faceirice da criança...
Minha alma está leve, como qualquer uma dessas alminhas frescas.
Eu penso que toda esta alegria se deve ao fato de ter decidido colocar cada coisa em seu devido lugar.
Pois um dia me vi carregando nas costas assuntos que já tinham passado do ponto e que imploravam por ser abandonados.
Eu me sentia despreparada para novas experiências, por causa do meu passado que insistia em me aterrorizar.
Eu não podia pensar no fim, porque não tinha o início em minhas mãos.
Se hoje a morte batesse em minha porta, no mínimo, eu tentaria enganá-la.
É claro que partiria contrariada! Ainda assim, se tivesse que ir de qualquer jeito, eu acreditaria com toda sinceridade do meu coração, que teria valido a pena viver só até hoje... Mesmo com tantos sonhos e desejos a se realizar.
Não sinto mais aquele aperto no peito, nem aquela velha amargura que contaminava todas as minhas boas lembranças.
Não tenho mais aquele espírito exigente que cobrava da vida aquilo que ela me não deu.
A nossa construção identitária, começa antes de nós e está para além de nós. Antes mesmo de nossos pais terem se conhecido e copulado, algum fragmento de nós já existia em suas brincadeiras de criança, em suas idealizações na juventude. E mesmo depois de partirmos, quando deixaremos de atuar neste plano, nossa história se tornará referência para as gerações futuras e será reinterpretada por eles.
Enquanto vivo vou me constituindo como pessoa, logo o processo identitário nunca estará fechado, acabado, completo em definitivo. Lacunas, brechas, espaços vazios sempre existirão, a diferença é o modo como olhamos para estas e as ressignificamos hoje.
Paula 03.03.12
Nem percebo minha existência como um castigo,
Isso faz toda a diferença no que diz respeito à felicidade.
Ando inebriada por poder distinguir todos os tons de azul do céu e do mar,
E por poder achar graça na faceirice da criança...
Minha alma está leve, como qualquer uma dessas alminhas frescas.
Eu penso que toda esta alegria se deve ao fato de ter decidido colocar cada coisa em seu devido lugar.
Pois um dia me vi carregando nas costas assuntos que já tinham passado do ponto e que imploravam por ser abandonados.
Eu me sentia despreparada para novas experiências, por causa do meu passado que insistia em me aterrorizar.
Eu não podia pensar no fim, porque não tinha o início em minhas mãos.
Se hoje a morte batesse em minha porta, no mínimo, eu tentaria enganá-la.
É claro que partiria contrariada! Ainda assim, se tivesse que ir de qualquer jeito, eu acreditaria com toda sinceridade do meu coração, que teria valido a pena viver só até hoje... Mesmo com tantos sonhos e desejos a se realizar.
Não sinto mais aquele aperto no peito, nem aquela velha amargura que contaminava todas as minhas boas lembranças.
Não tenho mais aquele espírito exigente que cobrava da vida aquilo que ela me não deu.
A nossa construção identitária, começa antes de nós e está para além de nós. Antes mesmo de nossos pais terem se conhecido e copulado, algum fragmento de nós já existia em suas brincadeiras de criança, em suas idealizações na juventude. E mesmo depois de partirmos, quando deixaremos de atuar neste plano, nossa história se tornará referência para as gerações futuras e será reinterpretada por eles.
Enquanto vivo vou me constituindo como pessoa, logo o processo identitário nunca estará fechado, acabado, completo em definitivo. Lacunas, brechas, espaços vazios sempre existirão, a diferença é o modo como olhamos para estas e as ressignificamos hoje.
Paula 03.03.12
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Reconhecimento
Olho para mim e só vejo contradições,
Um coração e duas direções.
Se eu quiser ser inteira, tenho que respirar bem fundo e admitir que não sou tão boa quanto gostaria.
Mas ninguém é tão bom quanto gostaria,
Há sempre algo que nos escapa...
Apesar do incomodo, esta sensação é libertadora.
Significa que estou aumentando meu repertório de experiências, tornando minha existência mais rica.
Pois haverá sempre uma lacuna, que nos importunará como uma ferida aberta.
Haverá sempre um vazio, que implorará para ser preenchido.
Haverá sempre um abismo evocando outros abismos.
Haverá sempre a escolha de ignorar ou não esta estranha sensação,
E é esta escolha, e não a sepultura, que faz de nós mortos ou vivos
Um coração e duas direções.
Se eu quiser ser inteira, tenho que respirar bem fundo e admitir que não sou tão boa quanto gostaria.
Mas ninguém é tão bom quanto gostaria,
Há sempre algo que nos escapa...
Apesar do incomodo, esta sensação é libertadora.
Significa que estou aumentando meu repertório de experiências, tornando minha existência mais rica.
Pois haverá sempre uma lacuna, que nos importunará como uma ferida aberta.
Haverá sempre um vazio, que implorará para ser preenchido.
Haverá sempre um abismo evocando outros abismos.
Haverá sempre a escolha de ignorar ou não esta estranha sensação,
E é esta escolha, e não a sepultura, que faz de nós mortos ou vivos
domingo, 22 de janeiro de 2012
Nossas mentiras e nossas verdade
"Ninguém mais que o desonesto precisa convencer-se de que é honesto (...) O fulcro do autoengano não está no esforço de cada um em parecer o que não é. Ele reside na capacidade que temos de sentir e de acreditar de boa fé que somos o que não somos.” Eduardo Gianetti em Autoengano p. 93 e 100.
Sou verdade e sou mentira,
Ah, como sou mentirosa, muito mentirosa, você não serácapaz de saber...
Minto para esconder,
Minto para que não me vejam,
Minto para não me ver,
Minto para trapacear,
Minto porque não sou tão boa como deveria,
Alguém por acaso é ??
Minto porque quero que me aceitem e gostem de mim,
Exatamente como não sou!
Minto, mesmo sabendo que é às vezes, poucas vezes, é inútil mentir para mim mesma.
Minto porque fantasiar é meu exercício predileto.
Todos nós somos grandes mentirosos e precisamos desesperadamente das nossas mentiras para sobreviver.
Portanto, torna-se inevitável sentar-se e separar nossas mentiras das nossas verdades.
Mas será que isso é possível ???
Sou verdade e sou mentira,
Ah, como sou mentirosa, muito mentirosa, você não serácapaz de saber...
Minto para esconder,
Minto para que não me vejam,
Minto para não me ver,
Minto para trapacear,
Minto porque não sou tão boa como deveria,
Alguém por acaso é ??
Minto porque quero que me aceitem e gostem de mim,
Exatamente como não sou!
Minto, mesmo sabendo que é às vezes, poucas vezes, é inútil mentir para mim mesma.
Minto porque fantasiar é meu exercício predileto.
Todos nós somos grandes mentirosos e precisamos desesperadamente das nossas mentiras para sobreviver.
Portanto, torna-se inevitável sentar-se e separar nossas mentiras das nossas verdades.
Mas será que isso é possível ???
Deseducar o Corpo
“Nós humanos, para renascer, temos de esquecer – abandonar a casca velha para que a nova apareça -, as cascas vazias das cigarras presas aos troncos das árvores são um passado subterrâneo que teve de ser abandonado para que o ser voante nascesse. A educação é um processo de sucessivas demãos de tinta sobre o corpo: cascas. O esquecimento e a desaprendizagem são as sucessivas raspagens em busca do esquecido...
Álvaro de Campos, num lamento, disse que ele era o intervalo entre os desejos dele e aquilo que os desejos dos outros haviam feito dele. Será isso a educação? O processo pelo qual gerações mais velhas vão jogando as redes dos seus desejos, sob a forma de palavras, sobre as gerações mais novas? A educação vai cobrindo nossa pele com sucessivas camadas de tinta. É preciso que a tinta seja raspada para que o corpo ressuscite. Desaprender e esquecer é raspar a tinta. Raspando-se a tinta volta-se ao corpo tal como ele era antes de ser enfeitiçado pelas palavras.” Rubem Alves em Variações sobre o prazer p. 55 e 56.
Tenho pensado em deseducar meu corpo,
Fazê-lo desaprender sobre dias, horários, posturas, regras...
Ao educar um corpo, nós o endurecemos, o adoecemos, e por fim o matamos.
Então, percebi que para mim é melhor que deseduque meu corpo,
A fim de que possa conquista-lo,
E então, em silêncio ouvir a sua voz,
Vibração que transgride esta ordem repressora de toda liberdade dos meus movimentos.
Já basta! Estou farta de tantas negativas,
Vou ensaiando meu sim desenrolando minha língua num gesto suave,
Ao mesmo tempo forte, agressivo!
Semelhante ao despir-se da amante que se oferece numa oferta apaixonada ao seu amado.
Álvaro de Campos, num lamento, disse que ele era o intervalo entre os desejos dele e aquilo que os desejos dos outros haviam feito dele. Será isso a educação? O processo pelo qual gerações mais velhas vão jogando as redes dos seus desejos, sob a forma de palavras, sobre as gerações mais novas? A educação vai cobrindo nossa pele com sucessivas camadas de tinta. É preciso que a tinta seja raspada para que o corpo ressuscite. Desaprender e esquecer é raspar a tinta. Raspando-se a tinta volta-se ao corpo tal como ele era antes de ser enfeitiçado pelas palavras.” Rubem Alves em Variações sobre o prazer p. 55 e 56.
Tenho pensado em deseducar meu corpo,
Fazê-lo desaprender sobre dias, horários, posturas, regras...
Ao educar um corpo, nós o endurecemos, o adoecemos, e por fim o matamos.
Então, percebi que para mim é melhor que deseduque meu corpo,
A fim de que possa conquista-lo,
E então, em silêncio ouvir a sua voz,
Vibração que transgride esta ordem repressora de toda liberdade dos meus movimentos.
Já basta! Estou farta de tantas negativas,
Vou ensaiando meu sim desenrolando minha língua num gesto suave,
Ao mesmo tempo forte, agressivo!
Semelhante ao despir-se da amante que se oferece numa oferta apaixonada ao seu amado.
Nada além do meu próprio corpo...
“As águas profundas são o corpo. A psicanálise fala de “inconsciente”. O inconsciente é o lugar onde mora a sabedoria, os saberes que o corpo sabe sem que deles tenha consciência. Por isso, eles não podem ser ditos. Na profundeza das águas tudo é silêncio. A sabedoria do corpo não pode ser dita com palavras-conceito. Ela só pode ser sugerida por meio de metáforas... As metáforas, juntas, fazem a poesia. Poemas são peixes que nadam nas profundezas. É nas profundezas das águas que os poetas os contemplam. Poetas são seres submarinos... Poemas são a fala da fundura das águas, que os reflexos da superfície não deixam ver.” Rubem Alves em Variações sobre o prazer p. 72.
Sinto que preciso me levantar desta cadeira,
E experimentar outro lugar.
Preciso me distanciar deste papel que me confere tamanha imobilidade,
Esterilidade.
Hoje sinto a vida pedindo para me movimentar, não importa de que forma,
Desde que eu dê espaço a esta potência que lateja dentro de mim!
Por estar tão fragmentada, não pude perceber que o fruto do meu desejo
Encontrava-se tão perto...
E não tão longe como eu acreditava.
Por estar desconectada, não pude perceber como as batidas do meu coração eram tão envolventes, batendo num ritmo forte, tão seguro de si a ponto de contagiar todo meu corpo.
Por tudo isso, já não quero mais me encolher, não quero me conter,
Quero ejacular minha vida por aí...
Sinto que preciso me levantar desta cadeira,
E experimentar outro lugar.
Preciso me distanciar deste papel que me confere tamanha imobilidade,
Esterilidade.
Hoje sinto a vida pedindo para me movimentar, não importa de que forma,
Desde que eu dê espaço a esta potência que lateja dentro de mim!
Por estar tão fragmentada, não pude perceber que o fruto do meu desejo
Encontrava-se tão perto...
E não tão longe como eu acreditava.
Por estar desconectada, não pude perceber como as batidas do meu coração eram tão envolventes, batendo num ritmo forte, tão seguro de si a ponto de contagiar todo meu corpo.
Por tudo isso, já não quero mais me encolher, não quero me conter,
Quero ejacular minha vida por aí...
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Divagando
Eu deveria pensar, falar ou fazer somente coisas importantes? Impossível! Não vamos nos enganar, eu sou apenas um ser humano...
Como ser humano, penso, falo e faço muitas bobagens, isto porque existe em mim um mar de tolices...
Como ser humano muitas vezes transito entre dois extremos, mas sempre sonhando em trilhar por uma terceira via, a do meio, claro...
Nem sempre sou bem resolvida (aliás, na maioria das vezes) e acumulo muitos sentimentos que deveriam ter sido superados, abandonados, enfim, descartados.
Mas hoje, pelo menos hoje, sou capaz de me ouvir e de atender esta voz tão fundamental para o exercício do humano, que com muito prazer, chama-se liberdade!
Estou de volta
Meu blog parece abandonado.
Meu querido, eu não me esqueci de você...
Para explicar minha ausência, citarei Clarisse Lispector: “Que pena que sou sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos”.
Estou de volta!!
Meu querido, eu não me esqueci de você...
Para explicar minha ausência, citarei Clarisse Lispector: “Que pena que sou sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos”.
Estou de volta!!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Entenda como puder...

Eu enxerguei melhor quando me afastei,
E então pude entender porque sempre falavam que eu sofria demais.
Agora acredito que sofro mais do que deveria,
E não posso culpar ninguém além de mim mesma por isso.
É a minha cosmovisão que acrescenta pesos extras à minha jornada.
Agora mesmo me pergunto se serei capaz de abandonar algumas bagagens pelo caminho,
Porque não há como seguir viagem sem fazer escolhas importantes.
Só de pensar meu coração se aperta, pois perder ainda não é um assunto que trato com a naturalidade que deveria...
Como se não fossem as perdas que me ocorreram, o substrato que fizeram de mim quem sou hoje.
Mas à medida que avanço como é de se esperar, o caminho se torna ainda mais difícil.
Devo abandonar minhas certezas e até a imagem que faço de mim mesma.
Tenho descoberto que não sou o que penso que sou.
Este encontro será menos dolorido, menos sofrido, se eu abandonar minhas certezas aqui neste chão.
E seguir neste caminho sem nada em minhas mãos.
Já houve um tempo em que eu tinha tanto medo, que eu me alimentava dia e noite de atitudes insanas...
Eu não conseguia me ver de mãos vazias, desocupadas, livres...
Liberdade era apenas um sonho, um desejo, um ideal. Eu falava dela pelos quatro cantos da cidade.
Agora que a liberdade me possuiu, deixei de falar em liberdade. E estou pronta para o próximo passo.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
O nome do outro

O outro é o diferente,
É o que instiga, o que provoca.
É o que chama para olhar para fora.
O outro é o desconhecido,
É o incompreensível, o que não se pode prever ou controlar.
O outro dá medo,
É o que mexe, o que desestrutura, bagunça e desorganiza.
O outro pede passagem, pois ele deseja um espaço para nos fazer crescer.
O outro pode ter um nome para mim e outros nomes para você. O outro pode ser a pessoa amada, um amigo ou amiga, um bebê, um livro diferente, uma viagem, um trabalho novo, um novo ciclo ou etapa da vida, enfim, o outro pode ser até eu mesmo.
sábado, 3 de setembro de 2011
A mártir
Cheia de amarras, ela se recusa a ceder lugar à vida...
Desconhece os seus mistérios, as suas maravilhas.
Investe seu precioso tempo embalando, alimentando, fortalecendo sua dor.
Este é seu principal motivo para viver, uma perda que não consegue superar, resolver...
Não percebe como é tão centrada em si mesma,
Nem como seu mundo é sem graça, monocromático.
Pois eu digo que para mim já basta, não quero um peso morto em meus ombros!
Não quero receber influências de mulheres cronicamente tristes!
Que vão se arrastando pela vida sem o mínimo de dignidade.
Não me entendam mal, não estou sendo cruel, apenas impondo limites.
Eu tenho este direito e este dever.
Será que você não entende que a tristeza é um fenômeno passageiro?
Deixe-a ir!
Descubra o lado festivo da vida,
Imponha limites à sua dor, não se entregue a ela!
Talvez ela não entenda o que quero dizer, está apaixonada demais,
Ocupada demais mantendo este romance com seu próprio sofrimento.
Ela já decidiu que quer ser mártir.
Só me resta dizer que as risadas se vão,
Que o calor do contato produzido pela amizade se vai,
Que as possibilidades de intimidade e crescimento se vão,
Que vida se vai,
Justamente porque ela não permite que quem deva partir se vá.
Então querida, um beijo e adeus.
Desconhece os seus mistérios, as suas maravilhas.
Investe seu precioso tempo embalando, alimentando, fortalecendo sua dor.
Este é seu principal motivo para viver, uma perda que não consegue superar, resolver...
Não percebe como é tão centrada em si mesma,
Nem como seu mundo é sem graça, monocromático.
Pois eu digo que para mim já basta, não quero um peso morto em meus ombros!
Não quero receber influências de mulheres cronicamente tristes!
Que vão se arrastando pela vida sem o mínimo de dignidade.
Não me entendam mal, não estou sendo cruel, apenas impondo limites.
Eu tenho este direito e este dever.
Será que você não entende que a tristeza é um fenômeno passageiro?
Deixe-a ir!
Descubra o lado festivo da vida,
Imponha limites à sua dor, não se entregue a ela!
Talvez ela não entenda o que quero dizer, está apaixonada demais,
Ocupada demais mantendo este romance com seu próprio sofrimento.
Ela já decidiu que quer ser mártir.
Só me resta dizer que as risadas se vão,
Que o calor do contato produzido pela amizade se vai,
Que as possibilidades de intimidade e crescimento se vão,
Que vida se vai,
Justamente porque ela não permite que quem deva partir se vá.
Então querida, um beijo e adeus.
domingo, 31 de julho de 2011
Minha paráfrase do Salmo 126
Quando o Senhor me libertou da dor, da angústia, do cativeiro em que me encontrava, minha vida parecia um sonho! Eu sorria demais porque me sentia muito feliz e cheia de alegria. Eu havia encontrado o meu caminho estava completamente livre! E algumas pessoas puderam constatar o milagre que o Senhor havia feito em mim e por mim.
É verdade! Deus fez grandes coisas por mim, e por isso me sinto tão feliz! Ele encheu novamente minha vida de bênçãos e de alegria, assim como a chuva enche de tempos em tempos o leito seco dos rios.
Eu bem sei e como sei, que quem planta suas sementes chorando fará sua colheita com alegria. Aqueles que saíram chorando levando suas sementes para semear, voltarão assim como eu, cheios de alegria, trazendo nos braços uma grande porção de sonhos tornados realidade!
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